Restrição de água potável após surto de virose muda rotina dos moradores de Itapeva
Moradores de Itapeva seguem cobrando solução para crise da água Moradores de Itapeva (SP) estão há pelo menos uma semana com a rotina alterada pelos cuidados co...
Moradores de Itapeva seguem cobrando solução para crise da água
Moradores de Itapeva (SP) estão há pelo menos uma semana com a rotina alterada pelos cuidados com a água que chega até as casas da cidade. O surto de gastroenterite fez com que a Sabesp iniciasse um processo de abastecimento por caminhão pipa em alguns bairros como Santa Maria e Bonfiolli.
Testes do instituto Adolfo Lutz, da Secretaria Estadual de Saúde (SES) indicaram a presença de patógenos na água de Itapeva. Segundo a prefeitura, quase três mil pessoas já procuraram atendimento médico com sintomas de virose. A Sabesp ainda está investigando a possível contaminação.
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Enquanto os órgãos públicos realizam as análises da qualidade da água no município, os moradores seguem, diariamente, as novas orientações de segurança para evitar mais infecções na população.
Bia Fernandes mora sozinha com os dois filhos menores de idade, e tem estocado a água potável em garrafas pets. A família já aprendeu que a água para beber e cozinhar, é a que está separada do restante.
"A gente não tem reservatório, não tem muita vasilha para colocar a água, então quando acaba, a gente tem que comprar. Mesmo que todos os dias o caminhão esteja vindo, a gente está se virando como pode né... se precisar de mais a gente ferve, se puder comprar a gente compra. Mas se não puder também a gente usa a água da torneira... não tem o que fazer", revela.
Moradora separa água potável em garrafas pet em meio a surto de virose em Itapeva
TV TEM / Reprodução
Para os moradores, as orientações da prefeitura e da Sabesp estão mudando o dia a dia da cidade. Mesmo depois das primeiras ações de controle da infecção, eles ainda desabafam sobre as dificuldades deste momento, com o desconforto e a insegurança da situação.
"A prefeitura fala uma coisa e a Sabesp fala outra... nós não estamos com nenhuma certeza, estamos no meio dessa confusão", completa Bia.
Outra moradora, Márcia Regina de Almeida, destaca que ela e a família já enfrentaram mais de um episódio de virose.
"Na minha casa todo mundo pegou. Eu, minha filha... já até perdi as contas de quantas vezes fui à UPA. Eles falam que é pra gente ferver a água para tomar, e essa é a rotina que está ficando... mas não é normal", lamenta.
Caminhões pipa estão distribuindo água potável em pontos públicos de Itapeva
TV TEM / Reprodução
O que dizem os órgãos públicos
A Prefeitura de Itapeva disse que tem cobrado a Sabesp. A empresa foi notificada e o município começou um plano de ação para higienizar os reservatórios da cidade.
"Nós estamos acompanhando e fiscalizando. Eles trouxeram outros filtros para nossa cidade, para tentar filtrar melhor e proibir a passagem deste parasita para toda a rede", disse a prefeita Adriana Duch Machado (MDB), em entrevista à TV TEM.
Apesar dos exames laboratoriais, divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), confirmarem a presença de parasitas e bactérias na água de Itapeva, a Sabesp informou, no último sábado (31), que não identificou esses micro-organismos. A companhia diz que continua investigando a situação e que novas análises estão sendo feitas.
Marco Antonio Barros, diretor corporativo de produção, tratamento e manutenção estratégica da Sabesp, afirmou que a empresa iniciou um processo para melhorar o tratamento de água na cidade.
"A Sabesp ampliou os controles em todo o sistema, desde a captação nos mananciais até a distribuição da água para a população. Aumentamos a capacidade de filtração nas estações de tratamento e intensificamos a renovação da água nas tubulações da cidade".
Estação de Tratamento de Água (ETA) em Itapeva
TV TEM / Reprodução
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